
Às vezes acho que a melhor coisa do mundo é um filminho besta na TV e uma travessa de pipocas. É, às vezes eu sou tão simplinha que dá nojo. Ultimamente, por exemplo, o melhor perfume do mundo é o cheirinho de Isadora. Não tem fragrância superior no mundo dos cosméticos e pronto. Também tenho sonhos bem simples, como por exemplo o Chiquinho fazer cafuné nos meus cabelos, coisa que ele definitivamente não faz. Mas também, ele é tão especial, precisaria ser perfeito? É que nessa minha busca pelo simples eu às vezes acho que me enrolo. E quando fico aqui, anotando minha suposta simplicidade, começo a me achar, hummm, sofisticada. Complicada. Arrogante, até. Talvez até o fato de não saber usar estampas ou cores fortes... de preferir usar preto e branco e andar por aí sem um anel no dedo, sem uma correntinha ou brinco sequer. Sei não. Serei eu uma baita duma chata e me acho a pessoa mais cool do mundo? Na verdade, quando penso em decorar minha casa nova, por exemplo, não penso em móveis de design ou em elementos minimalistas, sequer fico sonhando com eletrodomésticos fantásticos, de última geração. Claro que acho bacana. Mas penso mais em almofadas xadrezinhas, em toalhas de banho, em onde pendurar fotografias. Penso mais em onde os meus gatos vão fazer seus cocôs do que em belos projetos de paisagismo. Penso mais nas telas de proteção das janelas do que nas belas persianas, estudadas com tanta dedicação pelo meu dedicado companheiro. Mas fico mais é pensando, mesmo. Pouco faço. Talvez isso não seja de todo mal, nem seja tão ruim assim o fato de eu ser desse jeito, com essa simplicidade sofisticada, com esse desinteresse interessante... Talvez eu tenha, enfim, personalidade, e esteja fazendo uma ótima dupla (são 13 anos!) com o meu sofisticado e intrigante e inteligente companheiro. E isso é bacana.