FARRA NA CASA PRÓPRIA
Sábado dia 12 de fevereiro é dia de comemorar o aniversário da Clarisse, e finalmente inaugurar a casa nova. A farra vai começar às 17 horas, cedo assim pra Isadorinha também aproveitar. Venha, a aniversariante e o Chico fazem questão da sua presença. Se quiser, mas só se quiser, traga umas bebidinhas pra colaborar.
Mandei esse textinho e um mapa anexado pra alguns amigos queridos, doida pra fazer uma festinha bem bacana no meu próprio aniversário! depois conto se rolou e como foi...
UPDATE:
UMAS FOTINHOS DA FESTA!



aprendi ontem que ser pós-modernista é se lixar pra autoria, se apropriar de obras dos outros, colocando a sua própria visão delas. bem, resolvi então pegar uma obra dessa mesma pessoa que me ensinou essa sábia forma de ser larápio de obras alheias! só de mau, aí vai uma ex-silas de paula, atual clarisse ilgenfritz! porque eu olhei, gostei, e me apropriei pós-modernamente. hahaha!

Hospitalidade - obra pós moderna by Clarisse Ilgenfritz (hehehe)
Escrito por Clarisse às 18h25
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Outros carnavais.

Já curti o carnaval de tudo quanto é jeito e maneira; da maioria delas tenho apenas uma vaga lembrança, por motivos óbvios, etílicos e pouco recomendados. Já curti o carnaval tomando pileques em bailes de clube, misturando cerveja e hi-fi e cuba libre. Perdendo a tal da virgindade, (meio) vestida de Pedrita, com um Bambam lindo – apesar de (meio) gago. Vomitando uma espuma verde bem clarinha, depois de um fogo de batida de cachaça com abacaxi. Acampando num terreno baldio duma prainha gaúcha, com as inseparáveis amigas da juventude. Cheirando lança-perfume só pra ouvir o tóimmm bater no juízo – isso muitas vezes, vezes além da conta, em vários anos, em casa ou na rua (como assim, juízo?). Já curti o carnaval ficando pra lá de doidona de um tudo, dando risada do povo no meio da praça lá em Laguna. Pulando num pé só no Pelourinho, atrás dos filhos de Ghandi, depois de ter torcido o pé, na primeira pisada carnavalesca em solo soteropolitano. Subindo e descendo ladeira em Olinda, bêba de pau-do-índio, feliz da vida. Caminhando sozinha pelas trilhas da praia do Rosa, em Santa Catarina, caminhos de carro-de-boi em sítios perto do mar, iluminada só pela lua e ouvindo a zoada das festas lá longe. Já curti o carnaval na embriaguez de uma xícara de chá, só que de cogumelo, preferindo ficar sozinha e transformando as pessoas e as paisagens em incríveis obras de arte abstrata. Acordando ao lado de alguém que até hoje não tenho a menor idéia de quem tenha sido, depois de uma transa maluca da qual não lembro de nenhum detalhe. Namorando um riponga alternativo, mímico de rua, ajudando-o nas apresentações como auxiliar de passa-chapéu – e viajando um monte com ele, financiados pelo apurado do chapéu. Desembarcando do ônibus sozinha às 6 horas da manhã, debaixo duma chuva fina, em alguma praia perto de Floripa, e tendo um caso repentino e esquisitérrimo com um skin-head que comia uvas verdes e acendia um cigarro no outro. Já curti o carnaval encontrando uma galera bacana na serra de Guaramiranga, ao redor dum festival de jazz e blues, comendo, bebendo e fumando e curtindo um friozinho. Trocando fraldas e amamentando, dormindo cedo e não dando nem “tchuns” pro auê da data. Assistindo ao desfile na TV em casa, juntinho com o amor da minha vida, numa das folias mais deliciosas que existe. É, eu realmente já curti o carnaval de tudo quanto é forma. Menos da mais tradicional, digamos assim: jamais desfilei, nunca saí em escola de samba. Nada contra o samba, nem contra os sambistas. Mas eu nunca fiz ziriguidum nem balacobaco, nunca toquei pandeiro, nunca fui passista nem carreguei estandarte. Nunca vi carro alegórico de perto. Nunca usei biquínizinho de lantejoulas. E juro, mesmo depois de ter feito tantas besteiras em outros carnavais, por estas eu espero não ter jamais de passar. Tudo tem limite.

Escrito por Clarisse às 18h58
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Palavras, doces palavras.
Escrito por Clarisse às 17h07
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